Nª Srª da Tourega 
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Palacetes, Solares e Casas Senhoriais
Palacetes, Solares e Casas Senhoriais

Paço Episcopal

Existem muitos vestigios da primitiva arquitectura civil e religiosa do velho edificio quinhentista, assim como das épocas posteriores; algumas portadas de granito, no vasto pátio fechado (que no Século XVI estivera adornado de cipos e lápides romanas, segundo vontade do bispo D. Afonso); uma dentro da construção e outras no corpo posterior da mesma; grades de ferro forjado, misulas e janelas de molduras trabalhadas e nobre entrada de cantaria sobrepujada em grilhagem de calabres, remata quatro torrinhas de secção cónica, muito pitorescas,etc. Contra esta face, que +e a principal do paço, nasce interessante alpendre com travejamento de madeira, de três arcos apoiados em colunelos decorados por capitéis de ,otivos naturalistas, de mármore, do Século XVI, mas possivelmente adaptados ao local.

O edifico exterior (designado no Séc. XVIII como "Casas Pintadas"; antiga secretaria da Escola), é antecedida por uma alta galilé de quadro arcos com pilares de granito, sendo o portal encimado por pintura a fresco com as armas capitulares e as inicias de Sede Vacante. Nesta, guarda-se uma curiosa pedra de armas do arcebispo D. Domingos de Gusmão, tio dos reis D. Afonso VI e de D.Pedro II, de mármore branco, de configuração biface e corcada, cujo local de assento primitivo se ignora, e tem estas dimensões: altura 0,65 mt X largura 0,36.5 mt.


Localização: 38°31'49.48"N    8° 1'4.94"W

 


Casas Nobres do Sitio da Tourega

A poucos metros, a Norte, da Igreja Paroquial da Srª da Assunção (Tourega) constituindo a frente do antigo pátio do sítio onde se aramvam os jogos de touros que os devotos promoviam durante as festas em homenagem à Virgem da Assunção e à Senhora do Rosário, a Santa Comba e a Santo António, ficam as ruínas, vultuosas de uma robusta construção de alvenaria com cunhais cintrafortados e modilhões nos suportes das janelas, de pedra granítica, com vãos de chanfro e outros vestígios góticos, que o povo baptizou, pomposamente, de Palácio do Cardeal. A obra oferece de facto, caracteristicas quinhentistas. O manuscrito de 1736 citado atrás, afirma que "esta morada de casas grandes e nobres, que hoje possui um cidadão dos principais da cidade de Évora. casas antigas tem sobre a porta principal um escudo de armas com cinco chaves ...."

Pela informação do anónimo memorialista ficamos sabendo que o solar pertenceu aos Morgados de Cogominhos, cujo o brasão de armas era o indicado, e é natural que a construção fosse obra do Cardeal-Infante D. Afonso, filho do rei D. Manuel, que se finou em 1540 sendo bispo da Diocese e que havia transformado Valverde numa deliciosa estância de repouso da Curia Eborense.

Localização:  38°30'5.99"N    8° 1'34.67"W~




Herdade do Barrocal

O Barrocal foi pertença patrimonial, primitiva, da Fabrica do Real Colégio da Purificação de Évora, de que eram administradores os padres da Companhia de Jesus.

No ano de 1736 estava-se construindo na herdade um nobre Hospício e Casa de Repouso para alunos porcionistas, de planta quadrada, com primeiro andar de fortes abóbadas de alvenaria e, no rés-do-chão a abertura de uma capela publica, a ornamentar com imagens do Patriarca Santo Inácio de Loiola e Nª Srª da Comceição.

Com a expulsão dos jesuitas em 1579 a Coroa cedeu a propriedade aos condes-barões de Alvito, a qual passou a  ser habitada nos periodos de caça pelo 10º barão de Alvito, 3º conde de Oriola e 1º Marquês de Alvito, D. José António Francisco Lobo da Silveira Quaresma, casado com D. Teresa de Assis e Mascarenhas, filha dos 2ºs Condes de Óbidos e que foi aia do principe D. Pedro, primog´enito de D. João V, que morreu criança. O nobilissimo fidalgo era marechal do Exercito, conselheiro de Estado, vedor da Fazenda da Repartição de Africa, gentil homem da Câmara de D. José e Presidente do Senado de Lisboa.

A propriedade, em 1975 pertencia ao senhor Alberto Leger Rosado de Carvalho que nela residia.

Casa Nobre - O belo edificio foi rematado cerca de 1750. É construção rectangular (agora aumentado por um corpo de colunata adossado ao lado Sul e sobrepujante ao amplo terraço antigo), fachada axial voltada a Este, e apresenta um curioso portado de granito de tímpano semi-circular e pedra de armas marmórea, com configuração dos cinco lobos em campos de prata dos donatários. No telhado, de quatro águas, rompe original grimpa de ferro com figura alada, da época.

Cinco elegantes janelas de sacada no corpo alto e quatro de peito do rés-do-chão, com vergas de granito, sõa adornadas de ferros forjados com a cruz de Avis e esferas estilizadas, cópias fiéis do estilo barroco. Altaneiro e em armação opulenta de ferros  retorcidos e de pinhas, no topo Sul da fachada, fica a sineta com inscrição esculpida.

Amplo pátio calçado, envolvido por casario utilitário é cerrado no lado Norte por interessante portal estilo barroco, de granito escuro, cronografado de 1763, de fachos ardentes e csobrepujado em frontão de enrolamento interrompido por pomposa cartela com uma cruz sotoposta a vieira decorativa.

Localização:  38°30'38.74"N   8° 0'10.98"W


Quinta do Pomarinho

Situada junto à E.N. 380, foi durante longos anos da nobre casa dos Condes do Vimioso e Marqueses de Valença e pertencente à familia Margiochi. Propriedade explorada desde épocas antigas, no Século XVI antigiu grande importância pelas interessantes obras com que foi adornada no dominio da agricultura e floricultura. Estimado foi o seu perdido pomar, de laranjas da China, considerado em 1736 dos melhores da província, e as causas fundamentais da sua perda, atribuiem-se ao alienamento recente do aqueduto, que os proprietários sacrificaram no corte provocado pela rectificação da Estrada Nacional.

No seu vasto pátio corriam-se, noutros tempos e em dias festivos, touros e outras cavalhadas campestres; ao centro dele existia, ainda em meados dos Séc.XVIII, uma boa e vistosa fonte em mármore, com o seu repuxo, abastecida por um cano da tapada da herdade, situada no outro lado da estrada pública, e onde se criavam grandes manadas de veados e corças destinados às caçadas realengas. Da antiga morada rural dos Condes de Vimioso, que seria vultuosa nada existe que recorde essa pretérita grandeza.

Possuem merecimento artístico os seguintes elementos de arquitectura antiga:

1) Grande portal de granito, de arco de volta perfeita e frontão triangular, de aparelho rústico almofadado, da 2ª metade do século XVI. Na fachada voltada para ocidente, existe um azulejo a cor azul sobre o fundo branco, com a representação das Alminhas do purgatório, do século XVIII que era habitualmente envolvido por coroa de flores naturais. Rememora qualquer morte afrontosa ou promessa de piedade popular. No interior do mesmo portado, que foi outrora defendido por possante portão de ferro, vêem-se os suportes da sineta e as monhumeiras quinhentistas de granito.

2) Tanque rectangular, muito vasto e profundo, da mesma época, onde os fidalgos criavam grandes peixes, com rebordo tabalhado em robuatas lages de pedra; dispersos há outros vestigios de obras de arte em aruinados canteiros, fontes, tanques e noras, gárgulas de pedra, aqueduto e canalizações remotas, etc.

Localização:  38°31'34.29"N    7°59'25.62"W



 

Solar da Camoeira

 

Vínculo que nos começos do século passado ainda estava na casa dos Condes de Angeja e agora pertence ao DSr. Caetano Macedo, foi instituido como morgadio reural nos princípios do século XVI, segundo se crê. Desconhce-se a época exacta da sua fundação, que partiu, certamente, de um membro da familia Vaz de Camões, do ramo imortal autor dos Lusiadas, que tiveram assento em Évora longos anos. António F. Barata admite a possibilidade do vínculo ser atribuido na sua origem a Lopo Vaz de Camões.


 

Fica a paço situado a cerca de 15 quilometros da cidade de Évora, na margem direita do Rio Xarrama, muito próximo da antiga via militar romana que de Evora seguia para Beja, segundo o Itinerário do Imperador Antonino Pio, e a sua comunicação faz-se pela E.N- 254.

 

É a construção, que sofreu muito com o ciclone de 1941 e foi nentão já reparada, constituida por dua partes bem distintas; a torre velha, manuelina, com dois andares e terraço, que podia ter sido cortinado de ameias, e o corpo térreo, contrafortado e saliente, que abraça os lados ocidental e Sul do edificio. Aquela, que possui aberturas apenas nas faces principal e do extradorso, para os destruidos jardins e cerca de muros, é rematada por friso emoldurado, com chaminé, balcão de três modilhões já renascentistas e torrinha cilíndrica de coruchéu cónico, que protege a escada helicoidal constituida por 54 degraus de granito. A primitiva portada de acesso, em calcário, fica ao lado da fresta cruciforme, elemento que, com a máscara de pedra, servindo de mísula da mesma escadaria, constituem fragmentos bem remotos.

 

Do interesse contrutivo, neste corpo, apenas subsiste o salão nobre, com abóbada de dois tramos artezonados, de estuque e aresta viva: as depêndencias superiores foram restauradas depois de 1904, pois as coberturas desta parte do edificio estavam completamente destruidas. De elegante desenho é a janela de mármore, de molduras clássicas, que ilumina a fachada principal.

 

A outra parte do palácio que tem algumas frestas e varanda corrida, para a qual se comunica por uma escada cocleada, parece ser posterior cerca de meia centúria de anos. Compõe-se apenas de duas vastas salas de três tramos com abóbadas de nervuras, de estuque a aresta viva apoiadas em represas de granito, decoradas por vieiras  outros atributos. O salão de entrada (lado Oeste) o mais cuidado da obra de arquitectura. mede cerca de 11,20 mts por 4,45mts. A altura e largura da torre quinhentista roda os 12 metros por 11 metros e meio.

 

Localização:  38°26'28.51"N   7°57'33.46"W

 

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